È o termo utilizado por grandes magazines para produção rápida e contínua de novidades, podendo gerar para essas grandes redes um aumento de faturamento.
A loja cria uma relação mais intensa com o consumidor, porque educa o cliente a não esperar por liquidações. Se ele não comprar logo a peça de que gostou, semana que vem ela já pode ter sido vendida. O cliente passa a ir mais ao ponto de venda e, em conseqüência, compra mais.
Lojas Brasileiras estão aderindo a esse modelo de varejo:
A maioria das marcas importa da Europa, como a Zara e a H&M, essas são exemplos de lojas que aderiram ao Fast-Fashion primeiro .
Grandes redes e varejo como C&A, Renner, Riachuelo, Marisa, Hering e Forever 21 (recém inaugurada no país) aderiram à tendência.
Para dar certo, o sistema requer coleções compactas, modelos novos o tempo todo e retirar das araras o que não vende e repor o que vende.
Ao mesmo tempo em que os estoques se ampliam nesse modelo, eles ficam mais restritos: nem todos os números e tamanhos estão disponíveis na coleção, nem todas as cores e estampas existem para cada um dos produtos. Onde com menos queimas de estoque, o lucro aumenta.
Por outro lado, alguns itens pecam no quesito qualidade:
— Não dá para garantir grades completas, nem, muitas vezes, acabamento perfeito.
Segundo João Bailey, sócio da Checklist, o aumento da produção garante preços mais acessíveis. Isso, além das novidades das araras, atrai os clientes às lojas:
— Essa estratégia do fast fashion atinge em especial a cliente que vai usar de três a cinco vezes as nossas peças. E, depois, quer novidades.
Crédito farto ajuda a multiplicar o ‘fast fashion’
Marcello Bastos, sócio da grife Farm, diz que a marca tem muitos itens com poucas peças para cada um deles:
— A idéia é não repetir o produto. Mudamos a vitrine para dar sugestões de produção e, em geral, as roupas expostas acabam em duas horas nas lojas. A vitrine é mudada uma vez por semana, às vezes até duas. Não à toa. Percebemos que, se não há troca de vitrine, automaticamente há uma perda de 15% nas vendas. Quanto ao faturamento, a cada troca de vitrines o aumento é de, em média, 20%.
Aumentar a freqüência nas lojas e, em resposta, as vendas apóia-se num importante instrumento do varejo: o crédito farto.
— O crédito ajuda bastante — disse Serrentino, frisando que o poder aquisitivo do brasileiro, apesar de menor do que o do europeu, não impede a entrada do fast fashion no varejo do país.
Para Ricardo Scaroni, especialista em varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o fast fashion não deve ser um movimento passageiro e atinge, em especial, as lojas de shopping.
— As pessoas estão tornando o passeio a shopping muito constante. Se a loja ficar sempre igual, não atrai — disse Escaroni, para quem outros setores, como o de farmácias, já adaptam o conceito.
No berço da tendência, a moda pegou:

Grifes européias — em especial a espanhola Zara — são o berço do fast fashion. Na Europa, o conceito transformou o jeito de fazer — e vender — moda. Pudera. Os números são animadores.
Na Zara, são 17 compras por cliente ao ano, o triplo da média do setor – cita Alberto Serrentino, sócio-sênior da consultoria Gouvêa de Souza & MD.
O consultor lembra que, pelo modelo de gestão europeu, os produtos passam a ser desenvolvidos por temas — em vez de coleções. Assim, o planejamento não é para meses, mas para semanas ou dias. Na italiana Motivi, conta ele, há temas novos a cada quinzena, com reposição semanal. A britânica Top Shop organiza o sortimento a partir do estilo de uso (formal, casual etc.) e renova temas dentro de cada grupo.
— O importante é captar desejos do consumidor e conseguir levar isso para a produção — disse ele.
Para tanto, as empresas buscam velocidade. A sueca Hennes & Mauritz (H&M) tem 21 escritórios de produção na Europa e na Ásia, com 500 pessoas coordenando 900 fornecedores. O tempo entre concepção e produto nas lojas é de três a quatro semanas. Na Zara, são incríveis 15 dias. Para se ter idéia, a Arezzo, um dos ícones do fast fashion brasileiro, precisa de 45 dias.
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Fonte : O Globo
Pesquisa imagem: wikipedia
Resumo: D
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